segunda-feira, 15 de junho de 2009

ARTIGO DA LOGISTICA - POR SIRLIANE COSTA

Throughput - uma nova medida de produtividade em armazéns.

Artigo escrito por Marco Antonio Oliveira Neves, diretor da Tigerlog Consultoria e Treinamento em Logística Ltda

Desde meados da década de 90 os armazéns vêm passando por profundas mudanças, afetando a configuração de sua infra-estrutura e o seu modus operandi.

De grandes áreas acumuladoras, na qual a área de estocagem representava até 90% da área total coberta, os armazéns estão evoluindo para verdadeiros cross-dockings, priorizando o giro dos materiais, ou seja, valorizando a capacidade de processamento na movimentação de entrada (inbound) e saída (outbound).

Na grande maioria dos casos na indústria e no varejo os estoques giram até 3 ou 4 vezes por mês, porém existem um potencial para chegarmos a 8 vezes por mês no médio prazo. Nada disso será possível sem uma infra-estrutura adequada. Em muitos casos, a automação total ou parcial do Centro de Distribuição será requerida.

Nessa nova realidade operacional, a quantidade de docas e a existência das áreas de stage-in e stage-out passam a ser tão (ou mais) importantes quanto o espaço físico destinado à estocagem de materiais.

Enquanto a maioria dos armazéns dispõe de uma doca a cada 1.000 m² ou mais de área construída, os novos Centros de Serviços Logísticos precisarão contar com pelo menos uma doca a cada 500 m²; em algumas situações essa relação deverá ser ainda inferior, como é o caso dos Centros de Distribuição Avançados, posicionados em locais estratégicos para o atendimento de Clientes ou regiões específicas com um nível de serviço diferenciado. No caso de terminais de carga de Transportadoras e operações do tipo cross-docking, temos uma doca a cada 150 a 250 m².

Nesses novos armazéns, deixe de lado antigos conceitos, como as áreas de stage de 6 a 8 metros, e trabalhe com stages de 12 a 15 metros. Há pelo menos três anos os norte-americanos vêm operando stages de até 30 metros, incluindo uma área de blocados para materiais em operações do tipo cross-docking.

Nesse cenário, no qual a velocidade (ou giro) é preponderante, as medidas de throughput (ou processamento) tornam-se ainda mais importantes.

A medição do throughput é extremamente simples:

Throughput Teórico = capacidade de recebimento + capacidade de expedição

% de Eficiência em Throughput = Real Recebido + Real Expedido
Throughput Teórico

Indicadores de throughput podem ser medidos de diversas formas, em páletes, caixas, unidades ou peças, quilos ou toneladas, m³, número de veículos, etc.

Alguns outros indicadores podem ser medidos, de forma a monitorar o desempenho dos MEIOS necessários para a realização do throughput, tais como:
1) Tempo de Doca ao Estoque = tempo total decorrido entre o recebimento do material e o seu devido acondicionamento físico no estoque e registro nos sistemas de controle da empresa.

2) Produtividade na Separação de Pedidos = total de linhas / pedidos / unidades separadas e embaladas dividido pelo total de horas trabalhadas.

3) Tempo de Ciclo de Pedido = tempo decorrido entre o recebimento do pedido e a disponibilização do material na doca de saída.

4) Nível de Utilização da Empilhadeira = tempo efetivo em operação dividido pelo tempo teórico atual.

Prepare-se adequadamente para os novos desafios. Monitore o seu throughput, identifique os “gargalos” existentes e promova as mudanças e os ajustes necessários em sua infra-estrutura, tecnologia, pessoas e processos.

Não pense apenas em estocagem, pense também em capacidade de processamento

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

REFLEXÃO!! POR MARCIA LANDEIRO.

QUANDO ACABA.

Sempre acho que namoro, casamento, romance, tem começo, meio e fim. Como tudo na vida. Detesto quando escuto aquela conversa:
- Ah, terminei o namoro...
- Nossa, estavam juntos há tanto tempo...
- Cinco anos... que pena... acabou...
- É... não deu certo...
Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou. E o bom da vida, é que você pode ter vários amores. Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam. Às vezes, você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro? E não temos essa coisa completa.
Às vezes ela é fiel, mas é devagar na cama.
Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel.
Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador.
Às vezes ela é muito bonita, mas não é sensível. Tudo junto, não vamos encontrar. Perceba qual o aspecto mais importante para você e invista nele. Pele é um bicho traiçoeiro. Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia. E às vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona... Acho que o beijo é importante... e se o beijo bate... se joga... se não bate... mais um Martini, por favor... e vá dar uma volta. Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra. O outro tem o direito de não te querer. Não brigue, não ligue, não dê pití. Se a pessoa tá com dúvidas, problema dela, cabe a você esperar.... ou não. Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.
O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta. Nada de drama. Que graça tem alguém do seu lado sob pressão? O legal é alguém que está com você, só por você. E vice versa. Não fique com alguém por pena. Ou por medo da solidão. Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado. E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento.
Tem gente que pula de um romance para o outro. Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia? Gostar dói. Muitas vezes você vai sentir raiva, ciúmes, ódio, frustração... Faz parte. Você convive com outro ser, um outro mundo, um outro universo. E nem sempre as coisas são como você gostaria que fosse... A pior coisa é gente que tem medo de se envolver. Se alguém vier com este papo, corra, afinal você não é terapeuta. Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível. Na vida e no amor, não temos garantias. Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar. Nem todo beijo é para romancear. E nem todo sexo bom é para descartar... Ou se apaixonar... Ou se culpar... Enfim... quem disse que ser adulto é fácil? Fácil é amar e viver a vida por completo !!!
POR ARNALDO JABOR

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

ANDRÉ BENÍCIO INFORMA: ÚLTIMAS NOTÍCIAS DO BRASIL

transporte ferroviário deve ser explorado pelo Brasil, tanto no Urbano ou de cargas.

O retorno deve ser alto, porém atualmente temos uma malha ferroviário pequena, em relação ao nosso país que tem uma extensão continental…
O governo federal está avançando nos entendimentos com governo de São Paulo para a realização de grandes obras no Estado. A construção do trecho sul do ferroanel para o transporte de cargas, a criação de um trem bala ligando São Paulo ao Rio de Janeiro e um trem expresso partindo do aeroporto de Guarulhos até a estação do metrô da Luz, além de contribuir para o fim dos congestionamentos do trânsito na capital, colocarão São Paulo entre as cidades mais modernas do mundo, onde o transporte sobre trilhos é bastante utilizado.

A construção do trecho sul do ferroanel da capital paulista tem como objetivo evitar que cargas provenientes do porto de Santos e outros estados, como Minas Gerais e Mato Grosso, passem pela cidade. A criação do trem bala entre Rio e São Paulo, partindo do aeroporto de Viracopos, passando pelo centro da capital, pela cidade de São José dos Campos e chegando ao centro do Rio está previsto para 2014. Para a implantação do trem expresso com saída do aeroporto de Guarulhos com destino a estação de metrô da Luz, o governo paulista deverá investir perto de R$ 1,5 bilhão.

Um grupo de empresários japoneses está nesta quinta-feira (15) no Rio para apresentar o projeto de trem-bala para o eixo Rio-São Paulo-Campinas. No estudo apresentado, o trem-bala seria composto de oito carros e alcançaria 320 km/h.

O tempo médio no trajeto Campinas-Rio de Janeiro, na linha mais rápida, seria de 104 minutos, e na rota São Paulo-Rio, de aproximadamente 80 minutos.
O projeto está sendo apresentado durante o seminário “Trem Japonês de Alta Velocidade - Shinkansen”, que acontece em um hotel na Zona Sul do Rio. O grupo de empresários japoneses é responsável pela construção do trem-bala em Taiwan.

- 17 milhões de passageiros por ano:
O trem apresentado no seminário atenderia aproximadamente 17 milhões de passageiros por ano, cerca de 3 mil por hora. O percurso inicial do trem-bala brasileiro ligaria os aeroportos do Galeão (Rio de Janeiro), Guarulhos (São Paulo) e Viracopos (Campinas).

Só em Camaçari, mais de 500 empregos serão gerados com o centro de distribuição que a Casas Bahia irá construir na Via Parafuso, até o final deste ano. No total, serão trinta lojas do grupo em todo o Estado, o equivalente a dois mil empregos até o fim do ano de 2010.

O início das atividades da rede estava previsto para este sábado (28), mas foi adiado em razão do atraso na conclusão do Shopping Paralela devido a greve na construção civil. A inauguração está prevista agora para o dia 28 de abril.Segundo a assessoria de imprensa da empresa, a primeira loja na Bahia terá um formato especial, encontrado em apenas outras quatro lojas, no Espírito Santo, Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo. Outra novidade é a possibilidade de experimentação, que permite ao cliente usar os produtos que quiser levar, de videogames até celulares.A rede desponta como a quarta maior empregadora do País, com 60 mil colaboradores, até o fim de 2008. Só com a implantação de um sistema de compras pela internet, este número já teria sido ampliado em dois mil.Nordeste – O professor do MBA em varejo da Fundação Getúlio Vargas Ulisses Reis acredita que as Casas Bahia vão chegar para disputar a liderança do mercado. Ele avalia a entrada no Estado como estratégica para a empresa, que pretende se consolidar no Nordeste nos próximos anos. “A Bahia é a porta de entrada da região”, aponta. A participação de 31% do Estado no Produto Interno Bruto do Nordeste, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), confirma a análise.O interesse na região aponta, se dá por conta do ritmo de crescimento do comércio, superior ao verificado na média nacional. “As grandes redes estão percebendo que os efeitos dos programas sociais do governo se refletem no Nordeste com um aumento no poder de consumo da região”, avalia. Segundo o IBGE, a venda de móveis e eletrodomésticos na Bahia aumentou 14,4% em 12 meses.Segundo a avaliação do especialista, a tendência é que as Casas Bahia entrem no mercado com muito mais força que os grupos que vieram de fora. “A expertise em interagir com o público das classes D e E representa uma ameaça para as outras redes”, avalia.Neste sentido, uma das medidas que a empresa adota é a concessão de crédito para clientes sem comprovação de renda e em alguns casos até sem a consulta a cadastros proteção ao crédito.Para trabalhar no grupo, deve-se inscrever no site da empresa.
*************************************

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, informou nesta terça-feira (24) que 103,7 mil trabalhadores poderão receber o seguro-desemprego por dois meses a mais do que o normal. A medida foi aprovada em fevereiro deste ano pelo Conselho Deliberativo do Trabalhador (Codefat), mas terá de ser submetida novamente ao órgão no fim deste mês para ser efetivada. A expectativa do ministro Lupi é que os trabalhadores comecem a receber os valores a partir de abril próximo.

Em fevereiro, o Codefat aprovou a ampliação do prazo de pagamento do seguro-desemprego, que varia de três a cinco meses, para um prazo de cinco a sete meses. "Temos hoje o pagamento variando de três a cinco meses, conforme o tempo de serviço. Quem tem até um ano [de tempo de serviço], tem até três meses [de seguro-desemprego]. Quem tem mais de um ano de tempo de serviço, pode chegar a cinco meses de pagamento [do seguro-desemprego]. O tempo de pagamento mínimo vai ser cinco e o máximo sete meses", informou Lupi em fevereiro.
42 subsetores de 16 estados
Naquele momento, porém, não foram definidos quais os trabalhdores que teriam direito ao benefício estendido. Nesta terça-feira, Lupi propôs que trabalhadores de 42 subsetores, de 16 estados, tenham direito à extensão do seguro-dsemprego. Dois estados, porém, concentraram a maior parte dos benefícios. São Paulo contou com 44,3 mil trabalhadores beneficiados, e Minas Gerais outros 41,4 mil pessoas.
A expectativa do governo é de gastatr R$ 126 milhões a mais com a extensão do seguro-desemprego. "O corte autorizado pelo Codefat é para quem foi demitido de dezembro em diante. Foi em dezembro que tivemos uma média de demissões que foi o dobro da usual. Aqueles setores que tiveram demissões em dezembro, continuadas na média de 30% negativa em janeiro e fevereiro, são aqueles que terão direito a mais duas parcelas do seguro-desemprego", explicou o ministro Lupi nesta terça-feira.
André Benício
AASLOG Assessoria Logística
(71) 8707-1561

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

FIQUE SABENDO!


Multimodalidade
Operação rodoviária da ALL registra recorde de carregamentos
A ALL (América Latina Logística) registrou um novo recorde mensal de produtividade em sua operação rodoviária automotiva no Mercosul: 750 carregamentos/mês. Neste serviço dedicado, a operadora logística atende clientes de peso na região como GM, Renault e Scania (foto, divulgação).
Operação - Essa marca é três vezes superior a de 2005, quando a ALL reestruturou sua unidade rodoviária, passando a focar em operações de maior rentabilidade como as dedicadas ao cliente - caso da específica para o segmento automotivo. Para se ter uma idéia, somente os carregamentos para a GM saltaram de 40 em dezembro de 2007 para 300 no mesmo mês do ano passado.
Com a nova estratégia da unidade rodoviária, segundo Gabriel de Lima Salgado, Gerente da Unidade Rodoviária Automotiva da ALL, foi possível segmentar a estrutura e atingir um nível de serviço que permite buscar novos negócios. "Hoje estamos posicionados como um dos principais players do setor e pretendemos triplicar a operação nos próximos três anos, não somente focados em cargas no setor automotivo e sim em todos os setores do Mercosul. Temos espaço para crescer e temos uma base sólida para investimentos que nos permitem continuar crescendo mesmo ao meio de toda crise", ressalta.
Com uma carteira de grandes clientes como White Martins, Braskem, Unilever e AmBev, o negócio rodoviário da ALL está dividido em unidades dedicadas para o cliente no Brasil, estados de São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná, e na Argentina (Buenos Aires, Córdoba, Rosário e Tucuman). No caso da operação para o segmento automotivo, além da GM, a operadora atende Scania, Renault e Saint Gobain Sekurit realizando milk run e transferência de peças automotivas entre as fábricas do Mercosul.
*************************

Legislação
Registro de licenciamento não terá mais endereço do dono do carro

Desde segunda-feira (2), o endereço do proprietário de um veículo não é mais impresso no Certificado de Registro e Licenciamento (CRLV). No campo destinado ao nome e ao endereço do proprietário só consta, a partir de agora, o nome do dono do veículo. A medida foi determinada por meio da deliberação de número 76 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).
De acordo com Alfredo Peres da Silva, presidente do órgão, que assina a determinação, a medida tem por objetivo dar mais proteção ao cidadão. Em um caso de roubo do documento, por exemplo, o ladrão fica sem acesso ao endereço do proprietário.
Essa deliberação estabelece ainda que o Certificado de Registro do Veículo (CRV, mais conhecido como recibo de compra e venda de veículo) tenha nova redação, alertando para a necessidade de transferência do documento do veículo em até 30 dias, no caso de venda a outro proprietário.
*********************
Ex-aluno será indenizado porque curso não era reconhecido G1

Um ex-estudante ganhou na Justiça de Minas Gerais o direto de receber uma indenização de R$ 15 mil da faculdade onde fez direito porque o curso não era reconhecido pelo Ministério da Educação. Cabe recurso ao Superior Tribunal de Justiça. Segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, o estudante colou grau em outubro de 2004 na faculdade Santa Marta, da cidade de São Lourenço, no sul de Minas, mas precisou esperar um ano e nove meses para exercer a profissão porque não podia fazer o exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Na ação, ele pediu indenização por danos morais e também por danos materiais, correspondente a R$ 2 mil mensais, salário que teria recebido com o exercício de sua profissão, desde sua formatura e até o reconhecimento do curso. Segundo o estudante, a instituição de ensino foi negligente ao retardar a solicitação junto ao Ministério da Educação. A faculdade, em sua defesa, alegou que não houve negligência no requerimento para reconhecer o curso, mas, sim, demora por parte do Ministério da Educação. Além disso, alegou que o estudante sabia que o curso era autorizado, mas não reconhecido. Danos morais O juiz Pedro Jorge de Oliveira Netto, da 1ª Vara Cível de São Lourenço, condenou a faculdade a indenizar o estudante por danos morais. A instituição de ensino, então, recorreu ao Tribunal de Justiça. O estudante também recorreu, pedindo indenização por danos materiais. A sentença foi mantida, reconhecendo a negligência da faculdade ao retardar a solicitação. Conforme orientação em portaria do Ministério da Educação, a instituição de ensino poderia ter feito o requerimento em dezembro de 2002, mas o fez somente em abril de 2004. O relator, em seu voto, destacou que houve danos morais, pois o estudante cursou cinco anos com a expectativa de exercer o ofício escolhido. “Ora, a instituição de ensino agiu em evidente má-fé, já que ofertou e prestou um serviço do qual tinha ciência de que o apelado não poderia utilizar para realizar a finalidade pretendida (realizar o exame da OAB)”. Quanto aos danos materiais, o desembargador entendeu que não são devidos, uma vez que não havia certeza quanto ao valor que o ex-estudante iria receber.
**************************
Volvo lança o caminhão mais potente do mundo

"Muito prazer, sou o caminhão mais potente do mundo". Se o FH16 700 da Volvo pudesse falar, com certeza essa seria a sua frase de apresentação. O modelo, lançado no dia 7 de janeiro, carrega um motor com potência máxima de 700 cv, um poder e tanto de força nas estradas. Para se ter uma idéia, no Brasil os caminhões mais potentes não chegam nem perto dos 600 cv. Por coincidência, o pesadão de maior potência é justamente um Volvo, o FH de 520 cv.
Outro dado impressionante é o torque desenvolvido pelo FH16 700. O supercaminhão, que consumiu três anos de estudos, chega a desenvolver 3150 Nm de torque. Um dado bem longínquo dos produtos à disposição do cliente brasileiro.
Antes, o mais poderoso Volvo era o FH16 660, que como o nome diz, possui 660 cv de potência. O FH16 também está disponível nas versões de 540 cv e 600 cv.
"O Volvo FH16 700 é vocacionado para o segmento extrapesado, que exige muito mais força nas operações de transporte. Ele é a escolha ideal ao cliente que procura um caminhão realmente fora do comum. Com esse lançamento, nenhum outro concorrente chega aos pés dele na indústria", orgulha-se Staffan Jufors, presidente mundial da Volvo Caminhões.
O milagre da economia
Quem achou que o caminhão mais potente do mundo seria também o mais beberrão se enganou. A Volvo tratou de fazer as adaptações necessárias para deixar o veículo apenas com a primeira fama citada. "O nosso objetivo é oferecer maior potência com a melhor economia de combustível no segmento. Com o novo motor D16G, conseguimos conservar uma relação adequada. Em comparação com os rivais, acreditamos que estamos trilhando um bom caminho", completa Jufors.
Os engenheiros do novo motor da Volvo conseguiram reduzir o consumo de combustível promovendo um processo de combustão eficiente, inclusive ao redesenhar seus pistões. Para cortar o aumento das emissões de óxido de nitrogênio, foi escolhida uma etapa simples: ampliar a capacidade do sistema de tratamento posterior do escapamento. O sistema escolhido foi o SCR (Redução Catalítica Seletiva).
Além disso, o motor ficou menos barulhento. A engenharia contou, para isso, com a ajuda da pré-injeção, onde um pequeno montante do combustível é borrifado no cilindro, garantindo uma seqüência de combustão mais tranquila e com menos "roncos".
O motor também agrega um novo termostato de óleo, que tem um efeito favorável no consumo de combustível. A troca do óleo é feita a cada 100 mil km ou uma vez por ano.
"A produção de um motor de forte potência não é a grande novidade, mas sim construí-lo sem aumentar emissões ou o consumo de combustível. O que é uma tarefa muito mais difícil", diz Henrik Lindeberg, gerente de Projeto do motor D16G.
Motor Euro V
O propulsor D16G, de 16 litros, possui 6 cilindros e vem equipado de turbo e intercooler. O bloco já está certificado dentro das novas exigências de emissão de poluentes, a Euro V. A lei entra em vigor no dia primeiro de outubro de 2009, na Europa. Para tanto, o motor recebeu "uma melhora", com o corte de 40% do óxido das emissões.
"Em outras palavras, o novo Volvo FH16 ficou mais poderoso, com uma relação custo-benefício adequada e sem comprometer o ambiente", acredita o presidente Jufors.
Testes
Os testes com o super-caminhão foram conduzidos em ambientes de severas condições.
"O novo Volvo FH16 700 puxou pesados trens por desertos da Austrália, enfrentou o terrível frio do norte da Suécia transportando madeira e foi testado na altitude de até 3.600 m em Rocky Mountains", conta Lindeberg.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

SAIBA MAIS SOBRE A LOGÍSTICA


O QUE É LOGÍSTICA

A LOGÍSTICA existe desde os tempos mais antigos. Na preparação das guerras, líderes militares desde os tempos bíblicos, já se utilizavam da logística. As guerras eram longas e nem sempre ocorriam próximo de onde estavam as pessoas. Por isso, eram necessários grandes deslocamentos de um lugar para outro, além de exigir que as tropas carregassem tudo o que iriam necessitar.
Para fazer chegar carros de guerra, grandes grupos de soldados e transportar armamentos pesados aos locais de combate, era necessária uma ORGANIZAÇÃO LOGÍSTICA das mais fantásticas. Envolvia a preparação dos soldados, o transporte, a armazenagem e a distribuição de alimentos, munição e armas, entre outras atividades.
Durante muitos séculos, a Logística esteve associada apenas à atividade militar.
Por ocasião da Segunda Guerra Mundial, contando com uma tecnologia mais avançada, a logística acabou por abranger outros ramos da administração militar. Assim, a ela foram incorporados os civis, transferindo a eles os conhecimentos e a experiência militar.
Podemos dizer que a logística trata do planejamento, organização, controle e realização de outras tarefas associadas à armazenagem, transporte e distribuição de bens e serviços.
Exemplo de Logística
A indústria japonesa produz eletro-eletrônicos competitivos e, por isso, consumidos no Mundo todo. Para conseguir estes resultados, foi preciso projetar e desenvolver o produto adequado, armazená-lo corretamente, controlar os estoques, transportar, distribuir e oferecer assistência técnica de acordo com o desejado por seus consumidores.
Esse exemplo nos mostra que, ainda que os locais onde os produtos são manufaturados estejam distantes de onde serão consumidos, é possível, através da logística, atender satisfatoriamente aos consumidores.
No Brasil, os alimentos são transportados das zonas rurais até os centros urbanos. E, as mercadorias produzidas nas grandes cidades são levadas até o campo, em geral percorrendo grandes distâncias.
Por ser capaz de promover essa integração, é que o transporte é a atividade logística mais importante.
Transportar mercadorias garantindo a integridade da carga, no prazo combinado e a baixo custo exige o que se chama "logística de transporte".
A movimentação dos produtos pode ser feita de vários modos: rodoviário, marítimo, ferroviário e aeroviário. A escolha depende do tipo de mercadoria a ser transportado, das características da carga, da pressa e, principalmente, dos custos.
Em nosso país, o modo de transporte de carga mais utilizado é o rodoviário. Mas é preciso adequar o equipamento ao tipo de carga a ser transportada. Por exemplo: contêineres necessitam de um cavalo mecânico; para distribuir produtos nas cidades, o caminhão-toco é o mais adequado.
A característica da carga define o tipo de transporte a ser empregado. Para carga a granel, é preciso uma carreta graneleira e não um caminhão-baú. Carga líquida só pode ser transportada em caminhão tanque.
Estas, entre outras, são variáveis que fazem parte da estrutura logística. São exemplos de sua aplicação. Porém, se a logística não auxiliar na melhoria de desempenho e na redução dos custos, os serviços de transporte não serão competitivos.
A logística movimenta o mundo, pelo menos no mercado global.
Durante um painel de debates intitulado “Logística: ponte para a prosperidade global”, promovido pelo Fórum Global da Wharton realizado em Istambul nos dias 8 e 9 de junho, o moderador George Day referiu-se à logística como “tecido conectivo que faz a economia global funcionar”. A logística, disse Day, pode ser “uma fonte incomensurável de vantagem competitiva, além de ajudar a expandir e a lançar novos modelos de negócios”. Combinada com a tecnologia da informação, acrescentou, a logística pode “ampliar de forma espetacular o alcance geográfico de empresas grandes e pequenas”. Para explicar o papel cada vez mais preponderante da logística, Day, professor de Marketing da Wharton, contou com a colaboração de Michel Akavi, CEO da DHL Worldwide Express do Oriente Médio, Mirzan bin Mahantir, presidente do conselho e diretor-geral da Konsortium Logistiks Berhad, com sede na Malásia, e Yavuz Cizmeci, presidente do conselho das Linhas Aéreas ACT da Turquia.

“Logística quer dizer deslocar o produto certo, em quantidades certas, para o lugar certo na hora certa”, disse Day, professor de Marketing da Wharton e estudioso de logística baseada no desempenho de empresas como a Cisco Systems e General Electric. “As cadeias de suprimentos realmente boas resultam em custos substancialmente baixos, menor volume de estoque e melhor prestação de serviço ao consumidor. É o caso da Cisco. Seu grupo de serviço de pós-vendas é um negócio de 4 bilhões de dólares que distribui 720.000 peças de reposição para as diversas instalações fabris da empresa. A logística dessa operação envolve clientes, engenheiros de campo, além de centros de execução, distribuição e reparos de materiais. “Quanto mais eficiente for a administração da logística, tanto maior a possibilidade de banir as incertezas do sistema”, disse.

Logística: oito tendências
Michel Akavi, outro debatedor convidado, disse à platéia presente ao fórum que quando perguntou à profissional responsável pela organização das palestras em que local o grupo de discussões se reuniria, ela lhe respondeu que as pessoas “se atrasariam um pouco, mas que pouco a pouco iriam chegando. Então eu disse: ‘Ótimo. Elas precisam de uma sessão de logística para acordar’”.

Akavi decidiu despertar o grupo com um debate sobre as oito tendências que, em sua opiniçao, influenciam atualmente a logística. A primeira delas, disse, é a “explosão” do comércio global e da produção global devido à “derrocada da velha ordem política, principalmente do comunismo. Além disso, a barreira de costumes não existe mais, sobretudo na Europa, e há um volume maior de comércio entre as regiões oriental e ocidental do continente. Akavi citou também o Acordo de Livre Comércio Norte-Americano (Nafta), a Organização Mundial do Comércio (OMC) e o GATT (Acordo Geral de Tarifas e Comércio). Quanto mais eventos dessa natureza houver, maior a necessidade da logística”.

Veja o caso da Internet, disse Akavi. Como somos uma empresa que entrega documentos de porta em porta, “ficamos apavorados com o advento da Internet. Felizmente, porém, os documentos precisam ser assinados, selados e carimbados [...] Esperamos que a Turquia não adote o mau hábito da assinatura eletrônica quando passar a integrar a UE”, disse Akavi com um sorriso, acrescentando que “os produtos não viajam eletronicamente, ainda bem!” Quanto mais as pessoas utilizarem a Internet, maior será o volume de negócios, mais pesados serão os pacotes e maior a necessidade de cartas para fazer o mundo girar.

Segunda tendência: transição para uma sociedade pós-industrial. “A população dos países ocidentais estagnou; a média de idade está aumentando, gasta-se mais dinheiro com comunicação e saúde e menos com produtos produzidos em massa. Existe, portanto, uma tendência para produtos de nichos mais transitórios e individuais combinada com serviços.” Isto significa que uma variedade maior de bens precisa ser transportada, de formas mais especializadas, diretamente para o usuário/consumidor. ‘Portanto, a indústria da logística precisa se especializar em nichos, assim como a indústria têxtil requer empresas que sejam sensíveis às tendências da moda. Não se pode produzir um milhão de produtos em um único lugar de uma só vez. É preciso produzi-los depressa”, geralmente em partes distintas do planeta.

De acordo com a terceira tendência, vivemos hoje em um “mundo on-demand (em que o consumidor diz o que quer, quando quer e como quer)”, disse Akavi. “Nossa sociedade rendeu-se ao bordão ‘tempo é dinheiro’. Caminhamos para um ambiente de concorrência centrado no tempo. A velocidade quase que supera em importância o preço. Vemos isso na microeletrônica, com seus chips e consoles de jogos. No segmento de PCs e de telefones, o termo utilizado é ‘agilidade’ — ou a capacidade de chegar primeiro ao mercado. A demanda está mudando o mundo da logística.”

A quarta tendência diz respeito à crescente sensibilidade em relação ao meio ambiente. As pessoas indagam agora: “Como podemos transportar menos, de maneira mais eficiente, e o que devemos fazer para reciclar mais?”, disse Akavi. “Na Europa, observamos que o tráfego de caminhões nas rodovias é cada vez mais restrito. Na Áustria, alguns caminhões não podem circular nos finais de semana. As ferrovias estão sendo mais utilizadas para o transporte de bens, porque o consumo de energia é menor. Existe também uma preocupação maior com aeronaves barulhentas. Tivemos de substituir nossos aviões em Bruxelas por aparelhos menos ruidosos; agora, estamos transferindo nossa central de vôos de Bruxelas para Leipzig, na Alemanha, uma região menos povoada. O cuidado com o meio ambiente está modelando a indústria.”

A quinta tendência, diz Akavi, “consiste na redescoberta da organização dos processos estruturais” baseados na maior eficiência e na melhor organização. A sexta tendência consiste na “desregulamentação e na privatização dos serviços públicos nas comunicações e nos transportes. Somos um bom exemplo disso”, disse Akavi. O correio alemão (Deutsche Post), dono da DHL, “tinha um sistema postal ineficiente e apático. Depois de privatizado e modernizado, começou a dar lucro. Em seguida, passou a refletir sobre sua missão: seria vender selos pelo resto da vida? Foi assim que passou de serviço postal à empresa de logística e transporte integrados”.

A sétima tendência enfatiza a geração de valor para o acionista. “A logística procura agora ressaltar as competências básicas. Já vimos empresas se desfazerem de negócios para se concentrar unicamente em suas competências básicas. O transporte agora passa por uma etapa de forte terceirização”, o que ajuda fornecedores terceirizados, como a DHL, a crescer e também contribui com o crescimento de empresas de logística que operam com transportes especializados.

A oitava e última tendência, de acordo com Akavi, diz respeito às tecnologias de comunicações mais recentes. “Com a Internet, sabemos perfeitamente onde está nosso transporte e podemos contactar seu call center caso o produto fique retido em algum lugar. Hoje podemos utilizar também telefones móveis para isso. O rastreamento e a localização estão se tornando cada vez mais comuns. Nossa empresa é capaz de rastrear automaticamente todos os embarques feitos e detectar quaisquer problemas antes que o cliente se dê conta de que sua encomenda não chegou.” A tecnologia de RFID — etiquetas de identificação por radiofreqüência — é de “importância fundamental para nosso setor. Sem ela, seria muito difícil localizar uma encomenda em nossos depósitos gigantescos. Essa tecnologia terá um impacto muito grande nos próximos anos”.
POR: VERA BUSSINGER é presidente do IDELT - Instituto de Desenvolvimento, Logística, Transporte e Meio Ambiente

DEZ LEIS PARA SER FELIZ

Livro de AUGUSTO CURY
Ferramentas para se apaixonar pela vida!

NUNCA DESISTA DOS SEUS SONHOS

Livro de AUGUSTO CURY